MH2C

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MOVIMENTO COMBATIVO

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

26/01/2017 so os nobres

Abdias do Nascimento

Abdias do Nascimento
"A revolução quilombista é fundamentalmente anti-racista, anticapitalista, antilatifundiária, antiimperialista e antineocolonialista"

Adam Clayton Powell

Adam Clayton Powell
"A liberdade é uma conquista interna, em vez de um ajuste externo".

Aime Césaire

Aime Césaire
"Para um ser dilacerado por três séculos de aviltamento, o conhecimento de seu continente original restabelece sua dignidade, oferecendo-lhe uma ancestralidade que lhe fora confiscada"

Alice Walker

Alice Walker
Não pode ser seu amigo quem exige seu silêncio ou atrapalha seu crescimento.

Alzira Rufino

Alzira Rufino
Sou negra ponto final. Devolvo-me a identidade, rasgo a minha certidão. sou negra! sem reticências, sem vírgulas, sem ausências. Sou negra balacobaco. Sou negra noite cansaço

Amilcar Cabral

Amilcar Cabral
" Não vamos utilizar esta tribuna para dizer mal do imperialismo. Diz um ditado africano muito corrente nas nossas terras, onde o fogo é ainda um instrumento importante e um amigo traiçoeiro que quando a tua palhota arde, de nada serve tocar o tam-tam. A dimensão tricontinental, isso quer dizer que não é gritando nem atirando palavras feias falada ou escritas contra o imperialismo, qualquer que seja a sua forma, é pegar em armas e lutar. É o que estamos a fazer e faremos até à liquidação total da dominação branca nas nossas pátrias africanas"

Assata Shakur

Assata Shakur
Nenhum movimento pode sobreviver a não ser que esteja em constante crescimento e mudando com o tempo. Se ele não estiver crescendo esta estagnado, e sem o apoio do povo, nenhum movimento de libertação pode existir, não importa o quão correto seja sua análise da situação".

Birago Diop

Birago Diop
Os que estão mortos nunca se foram, Eles estão na sombra que se aclarae na sombra que se espessa. Os mortos não estão sob a terra;eles estão na árvore que se agita, eles estão no tronco que geme,eles estão na água que corre, eles estão na água que dorme,eles estão na cabana, estão na multidão; os mortos não estão mortos.

Bob Marley

Bob Marley
Os homens pensam que possuem uma mente, mais é a mente que os possui. Há pessoas que amam o poder e a outras que tem o poder de amar.

Carolina Maria de Jesus

Carolina Maria de Jesus
Os políticos sabem que eu sou poetisa. E que o poeta enfrenta a morte quando vê seu povo oprimido.

Carter G. Woodson

Carter G. Woodson
O sistema atual sob o controle dos brancos treina o negro para ser branco é ao mesmo tempo o convence da impropriedade ou a impossibilidade de tornar-se branco... Os negros não vão ter saída a não ser ir um beco sem saída, se o tipo de educação que estão recebendo agora não capacitá-los a encontrar o caminho para sair de suas dificuldades atuais.

Cartola

Cartola
A Cor da Esperança Amanhã, A tristeza vai transformar-se em alegria,E o sol vai brilhar no céu de um novo dia,Vamos sair pelas ruas, pelas ruas da cidade Peito aberto,Cara ao sol da felicidade. E no canto de amor assim, Sempre vão surgir em mim, novas fantasias, Sinto vibrando no ar, E sei que não é vã, a cor da esperança A esperança do amanhã

Cheikh Anta Diop

Cheikh Anta Diop
"Não há absolutamente dúvidas de que a raça branca, a qual apareceu pela primeira vez durante o Alto Paleolítico - em torno de 20.000 antes de Cristo - , era o produto de um processo de despigmentação. (...) não há dúvida de que o panorama cultural desses protobrancos era eventualmente condicionado durante a época glacial pelas condições extremamente duras do seu "berço nórdico", até o momento de seus movimentos migratórios rumo às regiões meridionais, em torno de 1.500 anos antes de Cristo. Moldados por seu berço ambiental, aqueles primeiros nômades brancos desenvolveram, sem dúvida, uma consciência social típica do ambiente hostil ao qual estiveram confinados por um longo período. A xenofobia se fixou como um dos traços de sua consciência social. A hierarquização patriarcal outra. (...) Penso que a Dra. Welsing identificou corretamente a origem do racismo num definitivo reflexo defensivo. Creio que o racismo seja uma reação de medo, mais freqüentemente inconfesso que não.

Claude Mckay

Claude Mckay
Se devemos morrer, que não seja como porcos, perseguidos e cercados em um lugar inglório...Se devemos morrer, oh, deixem-nos morrer nobremente para que nosso sangue precioso não seja derramado em vão... assassinos, covardemente agrupados, esmagados contra os muros, morrendo, mas lutando sempre.

Eldridge Cleaver

Eldridge Cleaver
As pessoas nos entendiam mal e não faziam o nosso exemplo em pegar a arma.Na época, não havia nenhuma solução clara para este dilema. Éramos um grupo de jovens revolucionários em busca de respostas e formas de aliviar o racismo. Nossas ações militares chamaram a atenção para o nosso programa e os nossos planos para o povo. Nossa estratégia nos trouxe dedicado membros, e ganhou o respeito dos povos em luta do Terceiro Mundo.

Frantz Fanon

Frantz Fanon
"A morte sempre nos acompanha e nós não somos nada sobre a terra, se não somos, desde logo, cativos de uma causa, a dos povos, da justiça e da liberdade."

Fred Hampton

Fred Hampton
"Estou fazendo o meu trabalho e creio que não nasci para morrer em um acidente de carro. Não acredito que eu vá morrer escorregando em um pedaço de gelo. Não acredito que eu nasci para morrer por causa de problemas no coração. Eu não creio que nasci para morrer de câncer no pulmão. Acredito que vou ser capaz de fazer o que vim fazer. Acredito que vou ser capaz de morrer voluntariamente pelo povo. Acredito que serei capaz de morrer como revolucionário na luta revolucionária internacional do proletariado. E eu espero que cada um de vocês seja capaz de viver nela. Eu penso nas lutas que estão por vir. Por que não viver para o povo? Por que não viver para a luta? Por que não morrer na luta?"

Frederick Douglass

Frederick Douglass
''Se não há luta não há progresso"

Haile Selassie

Haile Selassie
"Enquanto a filosofia que declara uma raça superior e outra inferior não for finalmente e permanentemente desacreditada e abandonada; enquanto não deixarem de existir cidadãos de primeira e segunda categoria de qualquer nação; enquanto a cor da pele de uma pessoa não for mais importante que a cor dos seus olhos; enquanto não forem garantidos a todos por igual os direitos humanos básicos, sem olhar a raças, até esse dia, os sonhos de paz duradoura, cidadania mundial e governo de uma moral internacional irão continuar a ser uma ilusão fugaz, a ser perseguida mas nunca alcançada. E igualmente, enquanto os regimes infelizes e ignóbeis que suprimem os nossos irmãos, em condições subumanas, em Angola, Moçambique e na África do Sul não forem superados e destruídos, enquanto o fanatismo, os preconceitos, a malícia e os interesses desumanos não forem substituídos pela compreensão, tolerância e boa-vontade, enquanto todos os Africanos não se levantarem e falarem como seres livres, iguais aos olhos de todos os homens como são no Céu, até esse dia, o continente Africano não conhecerá a Paz. Nós, Africanos, iremos lutar, se necessário, e sabemos que iremos vencer, pois somos confiantes na vitória do bem sobre o mal".

Haki Madhubuti

Haki Madhubuti
"É necessário dizer que ninguém está contra os brancos porque eles são brancos, estamos contra os brancos por causa da irrefutável documentação de sua guerra continua contra os negros. Nós estamos a favor dos negros"

Harriet Tubman

Harriet Tubman
Não deixe nenhum irmão ou irmã atrás da linha inimiga da pobreza.

Huey Newton

Huey Newton
''você pode matar o meu corpo, mais não pode matar a minha alma. Minha alma viverá para sempre!''

Kabengele Munanga

Kabengele Munanga
Parece simples definir quem é negro no Brasil. Mas, num país que desenvolveu o desejo de branqueamento, não é fácil apresentar uma definição de quem é negro ou não. Há pessoas negras que introjetaram o ideal de branqueamento e não se consideram como negras. Assim, a questão da identidade do negro é um processo doloroso.

Kwame Nkrumah

Kwame Nkrumah
''A concepção da união política: Há de que um governo de União deve ser responsável pelo desenvolvimento econômico, defesa e política externa, enquanto outras funções do governo continuaria a ser apurado pelos estados existentes agrupados, de forma federal, dentro de uma organização central política . Claramente, esta é a posição mais forte em África poderiam adotar em sua luta contra o imperialismo moderno. "

Lélia Gonzalez

Lélia Gonzalez
Fato da maior importância, comumente “esquecido” pelo próprio Movimento Negro, era justamente o da atuação das mulheres negras que, ao que parece, antes mesmo da existência de organizações do Movimento de Mulheres, reuniam-se para discutir o seu cotidiano marcado, por um lado, pela discriminação racial e, por outro, pelo machismo não só dos homens brancos, mas dos próprios negros.... Nesse sentido, o feminismo negro possui sua diferença específica em face do ocidental: a da solidariedade, fundada numa experiência histórica comum.

Luis Gama

Luis Gama
“O escravo que mata o seu senhor pratica um ato de Legítima Defesa.”

Malcolm-X (El-Hajj Malik El-Shabazz)

Malcolm-X (El-Hajj Malik El-Shabazz) 
"O homem branco quer que os homens pretos permaneçam imorais, depravados e ignorantes. Enquanto permanecermos nessas condições, continuaremos a suplicar, e o homem branco nos controlará. Jamais poderemos conquistar liberdade, justiça e igualdade enquanto não estivermos fazendo por nós mesmos."

Marcus Garvey

Marcus Garvey
"A confiança de nossa raça no progresso e realizações dos outros na expectativa de obter simpatia, justiça e direitos é como depender de uma bengala quebrada, onde o apoiar-se nela significará uma eventual queda no chão... O preto necessita de uma nação e de um país próprio, onde ele possa demonstrar da melhor maneira sua própria habilidade na arte do progresso humano.

Martin Luther King

Martin Luther King
Não somos o que deveriamos ser,não somos o que desejamos ser,não somos o que iriamos ser,mas graças a Deus não somos o que eramos.

Maya Angelou

Maya Angelou
"O preconceito é um fardo que confunde o passado, ameaça o futuro e torna o presente inacessível."

Milton Santos

Milton Santos
A globalização pretende ser homogeneizadora, como presença obrigatória em todos os continentes e lugares. E a promessa de construção de um mundo só estaria incluída nesse movimento. Todavia, tal pretensão até agora apenas renova disparidades e cria novas desigualdades, o que é devido à violência dos seus processos fundadores, todos praticamente indiferentes às realidades locais. A aplicação brutal de princípios gerais a situações tão diversas é criadora de desordem. Por isso mesmo, a globalização beneficia apenas uma parcela limitada de atores, enquanto causa transtornos e danos à maioria das empresas e das pessoas.

Mohammd Ali

Mohammd Ali
" Quando eu parar de lutar, farei muitas coisas nos bairros negros. Temos muitos problemas que precisamos resolver entre nós. Prostituição, drogas e gangs. Também, o auto-conhecimento. Os negros não conhecem a si próprios. Mentalmente somos como os brancos. Os brancos nos fizeram tão parecidos com ele que fica difícil de falar dos negros para os próprios negros. Difícil ensiná-los a se unir, casar entre si e permanencer juntos, porque os negros se parecem com os brancos. Os negros são como os brancos. A lavagem cerebral foi tanta que agora teremos que reprogramá-los, ensiná-los, sobre suas raízes, históricos, nomes, línguas e respeitar (amar) e proteger suas mulheres. Fazer por conta própria. Para de implorar ajuda aos brancos" _ "Sim, estou na África. Este é o meu lar. A américa e os americanos que se danem. Moro na América mas o lar dos negros é a ÁFRICA"

Molefi K. Asante

Molefi K. Asante
" O nacionalimo negro aceita o desenvolvimento econômico como um preceito básico, mas argumente que a conquista espiritual precede tanto a conquista econômica como a política"

Mumia Abu Jamal

Mumia Abu Jamal
''Quando escrevo alguma coisa em apoio ao esforço popular contra a opressão em qualquer lugar do mundo, estou praticando minha religião. Quando escrevo uma carta que serve de inspiração para um jovem, e esse jovem fala para outros o que se passa em sua cabeça sobre os atos sem pé nem cabeça do sistema, estou praticando minha religião...”

Nelson Mandela

Nelson Mandela
"Não há mais caminho fácil para a liberdade em lugar algum, e muitos de nós têm que atravessar o vale das sombras da morte de novo e de novo antes de alcançarmos o topo da montanha de nossos desejos."

Owen 'Alik Shahadah

Owen 'Alik Shahadah
Que tipo de mundo em que vivemos, quando os pontos de vista dos oprimidos são expressos na conveniência dos ricos?

Patrice Lumumba

Patrice Lumumba
A luz selvagem do sol resplandecerá novamente sobre nós, enxugará as lágrimas e as nossas feições achincalhadas. Quando romperem estes grilhões, estas pesadas correntes, dispersar-se-há para sempre o tempo da crueldade, da maldade. Orgulhoso, o livre Congo se levantará da terra negra.

Rita Marley

Rita Marley
Há uma linha no interior da fé, tanto quanto o homem e a mulher estão envolvidos. Nos primeiros tempos o homem humilhava as mulheres - por causa da nossa humildade. Mas depois percebemos que Deus não tem um significado egoísta - Tomou uma mulher e um homem para mostrar a beleza, ao criar os seres humanos. A mulher dá o nascimento até o homem: ela suporta e alimenta a fruta... Dentro da fé, as mulheres têm vivido através dela. Eu tenho os ajudado, penso eu, para superar essas coisas. Eu sei que estou sendo usada como um exemplo para as mulheres Rastas. Estamos orgulhosas de sermos quem somos.

Robert F. Williams

Robert F. Williams
"Os afro-americanos são militante. E um militante, porque ele defende sua família, sua casa, e sua dignidade. Ele não introduz a violência racista em um sistema social - a violência já está lá, e sempre esteve lá. É precisamente essa violência incontestável que permite que um sistema social racista se perpertue quando as pessoas dizem que se opõem aos negros que recorrem a violência, o que eles realmente querem dizer é que eles se opõem aos negros que se defendem é que contestam o monopólio exclusivo da violência praticado por racistas brancos. "

Samora Machel

Samora Machel
"A corrupção material, moral e ideológica, o suborno, a busca do conforto, as cunhas, o nepotismo, isto é, os favores na base de amizade, e em particular dar preferência nos empregos aos seus familiares, amigos ou a gente da sua região fazem parte do sistema de vida que estamos a destruir. "

Sekou Touré

Sekou Touré
"Para participar da revolução africana não basta escrever uma canção revolucionária, é preciso forjar a revolução junto com o povo. E se nós a forjarmos junto com o povo, as canções surgirão por si mesmas e delas mesmas."

Steve Bantu Biko

Steve Bantu Biko
Consciência Negra é, em essência, a percepção pelo homem negro da necessidade de juntar forças com seus irmãos em torno da causa de sua atuação – a negritude de sua pele – e de agir como um grupo, a fim de se libertarem das correntes que os prendem em uma servidão perpétua. Procura provar que é mentira considerar o negro uma aberração do “normal”, que é ser branco. É a manifestação de uma nova percepção de que, ao procurar fugir de si mesmos e imitar o branco, os negros estão insultando a inteligência de quem os criou negros. Portanto, a Consciência Negra toma conhecimento de que o plano de Deus deliberadamente criou o negro, negro. Procura infundir na comunidade negra um novo orgulho de si mesma, de seus esforços, seus sistemas de valores, sua cultura, religião e maneira de ver a vida.

Sister Carol

Sister Carol
Mas se continuarmos a suprimir o lado feminino, então encaminhamo-nos para o caos. Porque existe um demasiado desequilíbrio neste momento. Tem que existir equilíbrio. As mulheres devem ser representadas. Devem ser reconhecidas. Elas devem ser amadas e acarinhadas e veneradas e respeitadas e devem lhes ser dada a oportunidade para que possam contribuir para a sociedade. Tal como acontecia antigamente no Egipto e mesmo antes.Por isso, eu tento trazer à luz uma renascença ou um renascimento pelo respeito da mulher. Porque se me desrespeitam e se continuam o desrespeito para com a Mãe África, a Mãe Natureza, a mãe do universo, então dirigimo-nos para a extinção…”

Stokely Carmichael - Kwame Ture

Stokely Carmichael - Kwame Ture
Black Power simboliza uma nova fase da consciência revolucionária do anseio e aspiração do homem negro é da mulher negra. A real liberdade só virá quando a África estiver politicamente unida. É só então que o homem negro juntamente com a mulher negra será livre para respirar o ar da liberdade, que é seu para respirar, em qualquer parte do mundo. É um convite à apresentação de negros neste país para se unir, para reconhecer sua herança, a fim de construir um sentimento de comunidade.É um convite à apresentação de negros para definir os seus próprios objectivos, a conduzir as suas próprias organizações.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

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chepor dilma...eagora Brasil...


La vida y obra del Che Guevara suscitó, en los años inmediatos después de su muerte, un notable número de biografías. Probablemente, ninguna personalidad histórica de este siglo luego de perecer recibió una atención tan extendida, numerosa y variada en biografías publicadas en tan breve tiempo. Sin embargo, la mayoría de estas biografías contribuyeron más a tergiversar que a explicar correctamente la vida del Che. Casi todas escritas en breve lapso, resultaron carentes de rigurosidad y seriedad. Sus autores cedieron al afán de lucro y de promoción individual, aprovechándose del interés universal que despertaba la personalidad del Guerrillero Heroico. 
Algunos de ellos trabajaron por encargo de la Agencia Central de Inteligencia de los Estados Unidos (CIA) y otros hicieron diversas interpretaciones superficiales, capciosas e intencionadas, movidos por su ideología y valores políticos ajenos o contrarios al pensamiento y la acción del Che.
Cuando estaba a punto de tomar los hábitos, Celia de la Serna conoció a través de unos amigos a Ernesto Guevara Lynch, un apuesto ingeniero de ideas socialistas, muy culto, que había sido expulsado del Colegio Nacional por pegarle una cachetada a Jorge Luis Borges, después de que éste lo acusó frente a un profesor, diciéndole: “Señor, este chico no me deja estudiar”. Celia era menor de edad, pertenecía a una familia muy católica y adinerada, y vivía en una amplia casa que compartía con algunos de sus seis hermanos. Su padre, Juan Martín de la Serna, había sido militante radical en su juventud y había participado junto a Guillermo Lynch, tío de Ernesto, en la fallida revolución de 1890.
Cuando la familia de Celia se dio cuenta de que entre los dos jóvenes había más que una simple amistad, comenzó una suerte de “guerra”. Firme en sus decisiones, ella se fue a vivir a lo de una tía para poco después casarse, en 1927. Con parte del dinero que Ernesto había recibido de la herencia de su padre compraron varias hectáreas de tierra en Puerto Caraguatay, provincia de Misiones, donde se establecieron para dedicarse a la plantación de yerba mate. Ella fue una de las precursoras en cortarse el pelo a la garçon, fumar y cruzar las piernas en público. En seguida Celia quedó embarazada y decidieron ir a Buenos Aires para el nacimiento del niño. Acompañados por Raúl Guevara Lynch, viajaron en barco por el río Paraná. Pero en Rosario, donde bajaron para arreglar unos trámites, comenzó inesperadamente el trabajo de parto. El 14 de junio de 1928, a las 3 y 5, nació Ernesto en la maternidad del Hospital Centenario, el mismo día y mes de nacimiento que José Carlos Mariátegui, uno de los revolucionarios cubanos del fin del siglo XIX. Dos días más tarde siguieron hasta la Capital. El bebé padeció una bronconeumonía muy fuerte y casi pierde la vida, pero atendido a tiempo por buenos médicos pudo recuperarse.
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Después de arreglar asuntos de trabajo y visitar a los numerosos parientes, volvieron a Misiones. Contrataron a una muchacha, Carmen Arias, para que los ayudara con los cuidados del niño. En medio de la naturaleza, comenzó a dar sus primeros pasos. Ernesto, después de sus ocupaciones, disfrutaba cabalgando junto a su primogénito por los paisajes misioneros.
De vez en cuando viajaban a Entre Ríos, donde vivía Edelmira de la Serna en una gran estancia junto a su familia.
A fines de 1929 volvieron a Buenos Aires porque Celia estaba a punto de dar a luz. Esta vez fue una niña, a la que bautizaron con su mismo nombre. Se instalaron en San Isidro, cerca del astillero que regenteaba Ernesto. Durante los meses de verano la familia pasaba los días en el Club Náutico. Una tarde, al volver a la casa, notaron que Ernestito tenía fiebre y no dejaba de tiritar. El médico diagnosticó bronquitis, pero una vez curada ésta, el asma quedó instalada. Había temporadas en que no sufría, pero luego volvía a atacarlo. Una de las primeras frases que aprendió a balbucear fue “papito, inyección”, ya que era consciente de que sin los medicamentos no podía respirar. Sus padres pasaban noches enteras junto a su cama. Ernesto dormía sentado en la cabecera para que su hijo, recostado sobre su pecho, soportara mejor el asma. Como el aire del Río de la Plata no lo favorecía, toda la familia se mudó al Centro, a un departamento de la calle Bustamante. Allí nació el tercer hijo, Roberto.
1932
Ya que carecían de serios problemas económicos, y los diferentes trabajos de Ernesto lo obligaban a trasladarse por distintas provincias, viajaban constantemente. Pasaban largas temporadas en Santa Ana de Irineo Portela, provincia de Buenos Aires, donde la abuela Ana Isabel Lynch Ortiz tenía una importante estancia que constituía el vínculo de unión familiar. Madre de doce hijos, disfrutaba de la presencia de ellos y de sus descendientes. Quizá por la enfermedad que muchas veces le impedía jugar con sus primos y lo hacía permanecer quieto entre los mayores, Ernesto se convirtió en el nieto preferido. Siempre entusiasmado por aprender cosas nuevas, en la estancia aprendió a fabricar manteca y queso, y a curar a los animales. Se negaban a comer pollo, diciendo que eran pequeños y que no se sabían defender. Como no le gustaba que lo trataran de “usted”, modalidad de entonces, exigía a los peones que lo tutearan o simplemente le dijeran “che”.
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Siguiendo las recomendaciones del médico, la familia se trasladó a Alta Gracia, Córdoba. El clima de montaña le sentó muy bien a Ernestito y el asma disminuyó considerablemente. Se instalaron en el hotel La Gruta, pensando que se trataba sólo de una temporada, pero al comprobar que allí era el lugar donde su hijo sufría menos, se fueron quedando con la esperanza de que en algún momento la enfermedad desapareciera. Ernesto debió buscar trabajo en la zona, y se dedicó a dirigir algunas construcciones. Eso le dio la posibilidad a Ernestito de conocer a la clase obrera que trataba con su padre y compararla con la suya. Supo lo que era la miseria compartiendo sus días de juegos con los hijos de los mineros y los peones de campo. Durante los veranos, la familia visitaba Mar del Plata y los inviernos los pasaba en Achala, donde disfrutaba de la nieve.
Vivir en el hotel salía demasiado caro. Encontraron una linda casa en Villa Chiquita que alquilaban a un precio muy accesible. Sin pensarlo demasiado, se mudaron allí después de realizar los arreglos indispensables. Más tarde se enteraron de que en el pueblo se decía que la casa estaba embrujada y a eso se debía el precio.
Allí nació la cuarta hija del matrimonio, Ana María. Como Ernestito no podía ir a la escuela por sus ataques de asma, fue su madre quien le enseñó a leer y escribir. Sólo pudo cursar regularmente segundo y tercer grado en la escuela San Martín. El quinto y sexto los hizo yendo como pudo al colegio Manuel Solares gracias a la ayuda de sus hermanos, que copiaban los deberes para que después él estudiara. En la casa se hacían reuniones donde se discutía acerca de todo lo que pasaba en el mundo. Por aquella época, Ernesto hijo estaba muy interesado en la Guerra Civil Española, y apoyaba al gobierno republicano. Juntaba los recortes que salían en los diarios y en su habitación tenía un mural donde seguía paso a paso el desarrollo de la guerra, colocando banderitas.
También había construido con sus amigos una línea de trincheras en un terreno cercano y jugaban a “la guerra española”. Más tarde se asoció a la Acción Argentina contra el avance de la penetración nazi en América y acompañaba a su padre a los actos, orgulloso de lucir su carnet de juventud de la organización.
Cuando el asma lo obligaba a quedarse quieto, aprovechaba para leer alguno de los libros de la gran biblioteca de su padre. Entre muchos, descubrió a Gandhi, que lo emocionó profundamente. También practicaba el tiro al blanco y jugaba al ping-pong en una mesa que él mismo se había fabricado. En las piletas del Sierras Hotel, donde tomaba clases de natación, conoció a los hermanos Carlos y Alberto Figueroa, este último un buen ajedrecista con quien pasaba días enteros jugando. En 1939 conoció al ajedrecista cubano Capablanca.
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1941
A los 13 años decidió ir con su hermano Roberto a trabajar. Se habían enterado de que por recoger uvas en la vendimia pagaban un peso diario. Obtuvieron el permiso de sus padres y partieron con sus mochilas. Pero a los pocos días debieron volver, enfermos por la cantidad de uvas que habían comido. Fue su primer salario y, como lo había prometido, se lo envió orgulloso a su abuela. En mayo de 1943 nació su hermanito Juan Martín, a quien más tarde iba a enseñarle versos ateos para que los repitiera frente a sus tías, que se escandalizaban al oírlos. El bachillerato lo cursó en el liceo Deán Funes, una escuela pública en la capital cordobesa, en lugar de ir a la Monserrat, donde estudiaba la aristocracia. Allí tuvo un incidente con la profesora de historia, de apellido Beruato: se había producido el golpe militar en el país y ella comenzó a hablar sobre la promesa de los militares de dar cultura a todo el pueblo.
El se rió en plena clase y ella le preguntó por qué lo había hecho. Respondió que los militares no le iban a dar cultura al pueblo “porque si el pueblo era culto no los aceptaría”. La profesora se asustó y lo sacó del aula. Estuvo en el liceo hasta 1946. Mientras cursaba quinto año, junto a su amigo Tomás Granado, hizo un curso de laboratorista. Este le presentó a su hermano mayor, Alberto, quien estudiaba medicina. Durante una huelga universitaria cayó preso y Ernesto lo visitó en la cárcel. El amigo le pidió que hicieran protestas, mitines, pero él le respondió que si no le daban una pistola no salía a la calle.
Por ese entonces estaba enamorado de una chica a la que apodaban La Negrita, hija de un poeta; pero en los bailes seguía con su costumbre de sacar a bailar a las más feas para que no se quedaran sin hacerlo. El verano de 1945 la familia volvió a pasarlo en Mar del Plata, donde tuvo la oportunidad de conocer al gran ajedrecista Miguel Najdorf.
1946
Ernesto tenía pensado comenzar la carrera de ingeniería pero debió viajar a Buenos Aires porque la abuela estaba muy grave. Había sufrido un derrame cerebral y él se quedó diecisiete días junto a su cama hasta que murió. Al sentirse impotente para salvarle la vida, meditó que tenía que ser médico. Fue así como se inscribió en la Facultad de Medicina de la Ciudad de Buenos Aires.
Se presentó al servicio militar pero lo declararon “no apto” a causa del asma. En marzo de 1947 toda la familia se trasladó a Buenos Aires y ocupó la casa que había sido de la madre de Ernesto, en Arenales y Uriburu. Al año se mudaron a un departamento en Aráoz 2180. Hacía tiempo que el matrimonio no se llevaba bien y decidieron separarse a medias. Además de las infidelidades de Ernesto, Celia estaba cansada de las aventuras económicas que emprendía y casi siempre fracasaban. El se instaló en un pequeño departamento de la calle Paraguay pero visitaba todos los días la casa familiar. En la facultad, Ernesto hijo conoció a una compañera muy culta, quien adquiriría relevante importancia en su vida: Berta Gilda Infante (Tita). Ella estaba muy enamorada pero más que novios fueron grandes amigos. A pesar del asma y de las continuas recomendaciones jugaba al rugby en el San Isidro Club (SIC), que había sido fundado por su parte, y se destacaba como tacleador fuerte. Junto a sus compañeros de equipo sacaron la revista “Tackle”, que tuvo 11 números. El escribía con el seudónimo de Chang Cho. Como no estaba de acuerdo con que su padre lo mantuviera consiguió trabajo como enfermero en la Flota Mercante del Estado, en los bancos petroleros. También se desempeñó como practicante en Sanidad Municipal y como empleado en la sección de Abastecimientos de la Municipalidad porteña, además de trabajar en el laboratorio de alergia del doctor Pisani.
Junto a su amigo Carlos Figueroa decidieron fabricar insecticidas, que ellos mismos preparaban a base de Gammexane y talco en el garaje de su casa. Quisieron ponerles a sus productos el nombre Al Capone (porque no dejaba nada vivo), pero no se lo permitieron; entonces los llamaron Vendaval. También vendieron zapatos baratos por la calle que habían comprado en un remate. En 1949 viajaron a Córdoba, juntos, “a dedo”.
1950
El 1e de enero salió a recorrer las provincias con Alberto Granado, en una bicicleta a la que habían colocado un pequeño motor. Todas las tardes se detenían debajo de un árbol y Ernesto aprovechaba para estudiar. Al pasar Mar del Plata escribió en su diario: “Alberto conoció esta noche a un viejo amigo mío, el mar”. Recorrieron 4.500 kilómetros. Sin abandonar los estudios, se embarcó en enero de 1951 para trabajar de enfermero en un buque petrolero del Estado. Recorrió la costa argentina, San Pablo (Brasil), Venezuela y Trinidad, en el Caribe, mientras leía a Marx y a Engels. De regreso viajó con su familia a Córdoba por el casamiento de Carmen González-Aguilar. Allí conoció a Chichina Ferreira, de dieciséis años, y se enamoró. Se quiso casar de inmediato, proponiéndole una luna de miel recorriendo América en una casa rodante, pero los padres de ella no lo aceptaron. Lo tildaron de comunista por atacar a Churchill y regalarle a Chichina un libro sobre Gandhi. A pesar de vivir a 700 kilómetros de distancia, siempre que podía viajaba a Córdoba para visitarla. Estuvieron juntos hasta 1952, cuando le avisó que se iba a recorrer América, en compañía de Alberto Granado.
1952
Partieron de Córdoba en una vieja motocicleta Norton, propiedad de Granado, con la que pensaban llegar hasta los Estados Unidos. La primera parte del viaje la hicieron en sentido contrario, hacia el sur, porque querían conocer la zona de los lagos patagónicos y pasar antes por Miramar, donde estaba veraneando Chichina. Pasaron la fiesta de Año Nuevo con la familia Guevara en Buenos Aires. Y el 4 de enero salieron hacia la costa. En el camino se encontraron con un hombre que vendía cachorros de pastor alemán y compró uno para regalarle a su novia: Come Back. A cambio, ella le dio una pulsera de oro. Pasaron felices días de romance hasta que los dos jóvenes partieron hacia Bahía Blanca. Sin saberlo, era la despedida, ya que a su regreso, nueve meses más tarde, Chichina se había comprometido con otro muchacho. El 28 de enero llegaron a una población llamada Los Angeles. Durmieron en el cuartel de bomberos. A mitad de la noche sonó la alarma y el jefe los dejó participar en el incendio. Ernesto salvó a un gatito que quedó como mascota del cuartel. Siguieron el viaje por el sur y cruzaron a Chile, donde estuvieron en las minas de Chuquicamata para ver la vida de los mineros. En ningún momento dejó de enviar cartas a sus familiares, donde iba haciendo un análisis económico, político y social de los países que atravesaba. En ellas también iba poniendo sus reflexiones, que indicaban su creciente tendencia hacia el comunismo. Casi siempre se trasladaban en camiones. Subieron hasta Bolivia y el 30 de abril llegaron Perú, y se quedaron veinte días en Lima. Allí conocieron al doctor Pesce, célebre médico leprólogo. Se hicieron muy amigos y visitaron varias veces el dispensario donde estaban los enfermos. En Colombia se sorprendieron por la cantidad de policía que había en las calles. Pudieron asistir a un partido de fútbol entre el Real Madrid y River, gracias a entrevistarse con Alfredo Distefano, quien les regaló dos entradas. Cruzaron a Venezuela, donde conocieron a un periodista con quien mantuvo una discusión donde se le escuchó decir a Ernesto: “Yo prefiero ser indio analfabeto a millonario norteamericano”. El 8 de junio llegaron navegando por el río Amazonas al Lazareto de San Pablo, Brasil, conocido mundialmente como uno de los sitios más inhóspitos donde se curaba a enfermos del mal de Hansen. Ernesto quiso ponerse a prueba y cruzó a nado el río, que en esa zona tiene un ancho de 1.600 metros. Tardó casi dos horas. En Venezuela se despidió de Alberto, quien había conseguido trabajo allí. Siguió en un avión que transportaba caballos de carreras hasta Miami, donde iba a quedarse un solo día. Pero por un desperfecto técnico en el motor, el avión despegó veinte días más tarde. Se quedó en esa ciudad con un dólar en el bolsillo, viviendo en una pensión a cambio de la promesa de enviar el dinero apenas pisara Buenos Aires, adonde llegó en setiembre.
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1953
De vuelta, se propuso terminar la carrera de medicina antes de marzo del 1953. Ya tenía preparado un viaje para el mes de julio y debía apurar los exámenes. Le quedaban quince materias y las rindió estudiando las noches en casa de su tía Beatriz, que nunca se había casado y se dedicaba de lleno a su sobrino preferido, al que le cebaba mate durante toda la noche. Apenas se graduó comenzó con los preparativos para su nueva travesía. Esta vez, su acompañante fue su amigo de la infancia Carlos Ferrer (“Calica”), hijo de un médico especialista en pulmones. En la fiesta de despedida que le organizaron, se le escuchó decir a Celia a una amiga: “Lo pierdo para siempre”. Partieron una tarde gris y fría de julio desde la estación Retiro. Familiares y amigos fueron a despedirlo. Vestía un pantalón de fajina verde y tenía la cabeza rapada. Cuando el tren comenzó a andar, asomado a la ventanilla revoleaba un bolsón mientras gritaba: “¡Aquí va un soldado de América!”.
El 7 de julio de 1953 Ernesto Guevara y su amigo “Calica” Ferrer emprendieron su viaje por Latinoamérica. Llegaron en tren hasta La Paz, Bolivia, donde alquilaron un viejo departamento. Ernesto se había propuesto conseguir trabajo como médico y le gustó la idea de ejercer en una mina de estaño, donde podía tener contacto con la clase obrera.