MH2C
MOVIMENTO COMBATIVO
domingo, 12 de julho de 2015
AO NOVO...&*
domingo, 12 de julho de 2015
Não ao novo memorando "de esquerda"
por KKE [Partido Comunista da Grécia]
O governo do SYRIZA "de esquerda" e do ANEL nacionalista, com o apoio da direita ND, do social-democrata PASOK (que governaram juntos até Janeiro de 2015) e o partido do centro POTAMI, está a lançar novos fardos insuportáveis sobre a classe trabalhadora e outros estratos populares.
Na noite de 10 de Julho ele colocou diante do plenário do parlamento a questão de "autorizar" o governo a negociar um novo 3º memorando de medidas anti-povo, apresentando o seguinte dilema: a continuação da linha política anti-povo ou a bancarrota do país e uma saída da eurozona.
O primeiro-ministro Alexis Tsipras defendeu o seu memorando, o memorando Tsipras, argumentando no essencial que as medidas anti-povo estão a ser adoptadas a fim de recuperar a confiança dos investidores e dos mercados.
Às 5 horas da manhã, 251 deputados votaram pela proposta do governo, ao passo que todo o Grupo Parlamentar do KKE votou contra ela. Ao todo houve 32 votos contra, 8 que votaram "abstenção" e 9 que estiveram ausentes.
Estes desenvolvimentos, os quais revelam mais uma vez a verdadeira cara do governo da "esquerda patriótica" do SYRIZA-ANEL, também desmascaram a posição inaceitável de várias forças no exterior nestes últimos meses, as quais apoiaram o governo, incluindo alguns partidos comunistas e operários, alegadamente em nome da "solidariedade com a Grécia".
Ao falar no plenário do Parlamento, durante a discussão respeitante à concessão de "autorização" ao governo para acordar o novo 3º memorando, o secretário-geral do CC do KKE, Dimitris Koutsoumpas, dirigindo-se ao governo, enfatizou: "Vocês foram sempre apoiantes da amoralidade política, do oportunismo, os quais literalmente e na sua dimensão teórica mais profunda significa simplesmente serem oportunistas e aventureiros.
Apenas há 10 dias atrás, neste mesmo recinto, durante a discussão da proposta para o referendo, o KKE apontou-lhes claramente que estavam a pedir ao povo para tomar parte num referendo com um "sim" ou "não" que tinham apenas diferenças superficiais, pois tanto o "sim" como o "não" significavam a aceitação de um novo memorando, talvez ainda pior do que aqueles que já vimos.
Vocês ajustaram o "não" do povo a um "sim" ao novo memorando.
Algo que foi confirmado no próprio dia seguinte do referendo, quando os resto dos partidos políticos, aqueles que apoiaram um "sim" e aqueles que apoiaram um "não" concordaram com um novo memorando do qual será ainda mais duro.
Desde o princípio estávamos certos de que isto aconteceria.
Não porque sejamos profetas, mas porque a vossa estratégia, o vosso programa, a vossa posição em relação à UE, à eurozona e às uniões capitalistas em geral, a vossa posição quanto ao caminho de desenvolvimento e ao sistema que querem servir, inevitavelmente leva-os a lutar ao lado da UE, do BCE, do FMI, do grande capital, dos grupos monopolistas, sobre como a divisão dos despojos será efectuada, sobre atenderão à sua lucratividade, sobre como finalmente reduzirão o rendimento do povo, sobre como reduzirão economicamente o preço da força de trabalho, sobre como sugarão o povo de modo a que os parasitas do sistema prosperem".
Quanto ao dilema "acordo anti-povo, isto é, memorando, ou Grexit" o secretário-geral do CC do KKE enfatizou que "O 3º memorando também significará a bancarrota real do povo. Naturalmente de um modo algo mais organizado. Teremos bárbaras medidas anti-povo. Com o Grexit assistiremos a uma rápida pauperização, a bancarrota do povo juntamente com a bancarrota do estado, sem uma saída, ainda aprisionados dentro das muralhas da UE, no interior do velho caminho do desenvolvimento capitalista.
Eis porque todos os outros partidos arcam com responsabilidades históricas, especialmente o SYRIZA que hoje é governo e no qual o povo depositou confiança.
Um caminho real de saída da crise e desenvolvimento favorável aos interesses do povo e dos trabalhadores exige a organização popular, sua plena preparação, conversas honestas, programas e posições claras de modo a que o povo decida-se a tomar o poder e organizar a economia e a nova sociedade, fora e longe das uniões imperialistas, com planeamento central, com propriedade social da riqueza produzida pela classe trabalhadora e o nosso povo.
Todas as outras opções são experimentos falhados em gestão social-democrata, por governos alegadamente de esquerda que gerem o sistema, dentro da estrutura do capitalismo e que depois de espalharem esperanças efémeras e falsas expectativas levam o povo a grandes desilusões, o movimento dos trabalhadores a recuos e fortalecem tendências conservadoras e mesmo extremamente reaccionárias entre as forças populares.
Quanto ao entrelaçamento da "questão grega" nas contradições inter-imperialistas, Koutsoumpas observou: "Vocês frequentemente apresentam o "cruel" Schauble como o único oponente, Schauble que representa uma importante secção do capital alemão, e [dizem] de tempos em tempos que os amigos da Grécia são os EUA e o FMI, e agora a França, centrando-se na questão da reestruturação da dívida do Estado.
Nem o capital estado-unidense, francês ou alemão são amigos do povo. Todos eles pedem a carnificina dos direitos e do rendimento do povo. A competição entre eles está a ser conduzida no terreno da crise capitalista e da profunda desigualdades que permeia o núcleo central da Eurozona. Os EUA e a Alemanha estão a competir pela hegemonia na Europa. O FMI, França e Alemanha sobre o futuro da eurozona. Secções do capital interno, industriais, banqueiros e grupos de navegação estão envolvidos nesta confrontação.
Enquanto estivermos envolvidos nesta perigosa teia de contradições todas as alternativas serão um pesadelo para o povo: ou acordo/memorando anti-povo ou um incumprimento do Estado ou um Grexit ou mesmo uma possível guerra mais ampla na região".
O secretário-geral sublinhou o seguinte quanto a futuros desenvolvimentos:
"Apesar do compromisso temporário a tendência para a expulsão de países permanece forte. Isto não se refere apenas à Grécia, mas a todos os países endividados.
O povo não deve escolher entre a sua bancarrota sob o Euro ou uma bancarrota sob o Dracma.
Uma solução decisiva em favor do povo exige uma verdadeira ruptura que nada tem a ver com a falsa ruptura que pedem certas forças dentro do SYRIZA quando defendem a saída da Grécia unicamente da Eurozona.
Aqueles que afirmam – incluindo forças do SYRIZA, bem como outras forças nacionalistas, reaccionárias de outro ponto de vista – que a saída da Grécia da Eurozxona, com uma divisa depreciada, dará ímpeto à competitividade e crescimento e terá consequências positivas para o povo estão a enganá-lo deliberadamente.
A perspectiva da Grécia como um país capitalista com uma divisa nacional não constitui qualquer ruptura em favor do povo. Aquelas forças políticas que promovem este objectivo como solução ou como um objectivo intermediário para mudanças radicais (tais como a "Plataforma de Esquerda do SYRIZA, ANTARSYA, bem como outra ultra-direita, forças fascistas na Europa) estão realmente a jogar o jogo de certas secções do capital.
Assim escolheremos se iremos à bancarrota sob o Euro ou o Dracma, sob uma desvalorização interna ou externa.
Por esta razão não escolheremos entre um memorando e um Grexit.
Porque há uma solução alternativa se o povo lutar por uma ruptura com a UE, com o capital e seu poder.
Por exemplo: podemos abolir os compromissos [ditados pela] UE que provocaram estagnação na produção interna, desde o açúcar e a carne até a construção naval e em muitos outros sectores.
Podemos utilizar as contradições entre os centros imperialistas e alcançar acordos internacionais de benefício mútuo para a Grécia sob o poder popular, o qual estará desligado da UE e da NATO.
Podemos preparar o caminho para a satisfação das necessidades do povo se efectuarmos a socialização dos monopólios, dos meios de produção, com planeamento científico da economia à escala nacional".
Finalmente, Koutsoumpas observou que o KKE conclamou o povo trabalhador a organizar o seu contra-ataque nas ruas e locais de trabalho contra as novas medidas destrutivas.
Na tarde do mesmo dia (sexta-feira, 10 de Julho) o PAME organizou comícios de massas em Atenas e outras grandes cidades por todo o país contra o 3º memorando ("de esquerda") de medidas anti-povo. As manifestações foram apoiadas por sindicatos, Comités Populares, Associações e Grupos de Mulheres, organizações de massa e Comités de Luta de auto-empregados e artesãos, bem como estudantes, isto é, por aqueles que estão a ser atacados pelas medidas da coligação governamental. Todos eles declararam: "Basta! Há outro caminho a favor do povo".
Koutsoumpas, que participou do comício do PAME em Atenas, declarou: "Não podemos desperdiçar mais tempo. O povo trabalhador deve organizar sua luta, promover suas exigências e organizar a aliança do povo".
Na noite de 10 de Julho ele colocou diante do plenário do parlamento a questão de "autorizar" o governo a negociar um novo 3º memorando de medidas anti-povo, apresentando o seguinte dilema: a continuação da linha política anti-povo ou a bancarrota do país e uma saída da eurozona.
O primeiro-ministro Alexis Tsipras defendeu o seu memorando, o memorando Tsipras, argumentando no essencial que as medidas anti-povo estão a ser adoptadas a fim de recuperar a confiança dos investidores e dos mercados.
Às 5 horas da manhã, 251 deputados votaram pela proposta do governo, ao passo que todo o Grupo Parlamentar do KKE votou contra ela. Ao todo houve 32 votos contra, 8 que votaram "abstenção" e 9 que estiveram ausentes.
Estes desenvolvimentos, os quais revelam mais uma vez a verdadeira cara do governo da "esquerda patriótica" do SYRIZA-ANEL, também desmascaram a posição inaceitável de várias forças no exterior nestes últimos meses, as quais apoiaram o governo, incluindo alguns partidos comunistas e operários, alegadamente em nome da "solidariedade com a Grécia".
Ao falar no plenário do Parlamento, durante a discussão respeitante à concessão de "autorização" ao governo para acordar o novo 3º memorando, o secretário-geral do CC do KKE, Dimitris Koutsoumpas, dirigindo-se ao governo, enfatizou: "Vocês foram sempre apoiantes da amoralidade política, do oportunismo, os quais literalmente e na sua dimensão teórica mais profunda significa simplesmente serem oportunistas e aventureiros.
Apenas há 10 dias atrás, neste mesmo recinto, durante a discussão da proposta para o referendo, o KKE apontou-lhes claramente que estavam a pedir ao povo para tomar parte num referendo com um "sim" ou "não" que tinham apenas diferenças superficiais, pois tanto o "sim" como o "não" significavam a aceitação de um novo memorando, talvez ainda pior do que aqueles que já vimos.
Vocês ajustaram o "não" do povo a um "sim" ao novo memorando.
Algo que foi confirmado no próprio dia seguinte do referendo, quando os resto dos partidos políticos, aqueles que apoiaram um "sim" e aqueles que apoiaram um "não" concordaram com um novo memorando do qual será ainda mais duro.
Desde o princípio estávamos certos de que isto aconteceria.
Não porque sejamos profetas, mas porque a vossa estratégia, o vosso programa, a vossa posição em relação à UE, à eurozona e às uniões capitalistas em geral, a vossa posição quanto ao caminho de desenvolvimento e ao sistema que querem servir, inevitavelmente leva-os a lutar ao lado da UE, do BCE, do FMI, do grande capital, dos grupos monopolistas, sobre como a divisão dos despojos será efectuada, sobre atenderão à sua lucratividade, sobre como finalmente reduzirão o rendimento do povo, sobre como reduzirão economicamente o preço da força de trabalho, sobre como sugarão o povo de modo a que os parasitas do sistema prosperem".
Quanto ao dilema "acordo anti-povo, isto é, memorando, ou Grexit" o secretário-geral do CC do KKE enfatizou que "O 3º memorando também significará a bancarrota real do povo. Naturalmente de um modo algo mais organizado. Teremos bárbaras medidas anti-povo. Com o Grexit assistiremos a uma rápida pauperização, a bancarrota do povo juntamente com a bancarrota do estado, sem uma saída, ainda aprisionados dentro das muralhas da UE, no interior do velho caminho do desenvolvimento capitalista.
Eis porque todos os outros partidos arcam com responsabilidades históricas, especialmente o SYRIZA que hoje é governo e no qual o povo depositou confiança.
Um caminho real de saída da crise e desenvolvimento favorável aos interesses do povo e dos trabalhadores exige a organização popular, sua plena preparação, conversas honestas, programas e posições claras de modo a que o povo decida-se a tomar o poder e organizar a economia e a nova sociedade, fora e longe das uniões imperialistas, com planeamento central, com propriedade social da riqueza produzida pela classe trabalhadora e o nosso povo.
Todas as outras opções são experimentos falhados em gestão social-democrata, por governos alegadamente de esquerda que gerem o sistema, dentro da estrutura do capitalismo e que depois de espalharem esperanças efémeras e falsas expectativas levam o povo a grandes desilusões, o movimento dos trabalhadores a recuos e fortalecem tendências conservadoras e mesmo extremamente reaccionárias entre as forças populares.
Quanto ao entrelaçamento da "questão grega" nas contradições inter-imperialistas, Koutsoumpas observou: "Vocês frequentemente apresentam o "cruel" Schauble como o único oponente, Schauble que representa uma importante secção do capital alemão, e [dizem] de tempos em tempos que os amigos da Grécia são os EUA e o FMI, e agora a França, centrando-se na questão da reestruturação da dívida do Estado.
Nem o capital estado-unidense, francês ou alemão são amigos do povo. Todos eles pedem a carnificina dos direitos e do rendimento do povo. A competição entre eles está a ser conduzida no terreno da crise capitalista e da profunda desigualdades que permeia o núcleo central da Eurozona. Os EUA e a Alemanha estão a competir pela hegemonia na Europa. O FMI, França e Alemanha sobre o futuro da eurozona. Secções do capital interno, industriais, banqueiros e grupos de navegação estão envolvidos nesta confrontação.
Enquanto estivermos envolvidos nesta perigosa teia de contradições todas as alternativas serão um pesadelo para o povo: ou acordo/memorando anti-povo ou um incumprimento do Estado ou um Grexit ou mesmo uma possível guerra mais ampla na região".
O secretário-geral sublinhou o seguinte quanto a futuros desenvolvimentos:
"Apesar do compromisso temporário a tendência para a expulsão de países permanece forte. Isto não se refere apenas à Grécia, mas a todos os países endividados.
O povo não deve escolher entre a sua bancarrota sob o Euro ou uma bancarrota sob o Dracma.
Uma solução decisiva em favor do povo exige uma verdadeira ruptura que nada tem a ver com a falsa ruptura que pedem certas forças dentro do SYRIZA quando defendem a saída da Grécia unicamente da Eurozona.
Aqueles que afirmam – incluindo forças do SYRIZA, bem como outras forças nacionalistas, reaccionárias de outro ponto de vista – que a saída da Grécia da Eurozxona, com uma divisa depreciada, dará ímpeto à competitividade e crescimento e terá consequências positivas para o povo estão a enganá-lo deliberadamente.
A perspectiva da Grécia como um país capitalista com uma divisa nacional não constitui qualquer ruptura em favor do povo. Aquelas forças políticas que promovem este objectivo como solução ou como um objectivo intermediário para mudanças radicais (tais como a "Plataforma de Esquerda do SYRIZA, ANTARSYA, bem como outra ultra-direita, forças fascistas na Europa) estão realmente a jogar o jogo de certas secções do capital.
Assim escolheremos se iremos à bancarrota sob o Euro ou o Dracma, sob uma desvalorização interna ou externa.
Por esta razão não escolheremos entre um memorando e um Grexit.
Porque há uma solução alternativa se o povo lutar por uma ruptura com a UE, com o capital e seu poder.
Por exemplo: podemos abolir os compromissos [ditados pela] UE que provocaram estagnação na produção interna, desde o açúcar e a carne até a construção naval e em muitos outros sectores.
Podemos utilizar as contradições entre os centros imperialistas e alcançar acordos internacionais de benefício mútuo para a Grécia sob o poder popular, o qual estará desligado da UE e da NATO.
Podemos preparar o caminho para a satisfação das necessidades do povo se efectuarmos a socialização dos monopólios, dos meios de produção, com planeamento científico da economia à escala nacional".
Finalmente, Koutsoumpas observou que o KKE conclamou o povo trabalhador a organizar o seu contra-ataque nas ruas e locais de trabalho contra as novas medidas destrutivas.
Na tarde do mesmo dia (sexta-feira, 10 de Julho) o PAME organizou comícios de massas em Atenas e outras grandes cidades por todo o país contra o 3º memorando ("de esquerda") de medidas anti-povo. As manifestações foram apoiadas por sindicatos, Comités Populares, Associações e Grupos de Mulheres, organizações de massa e Comités de Luta de auto-empregados e artesãos, bem como estudantes, isto é, por aqueles que estão a ser atacados pelas medidas da coligação governamental. Todos eles declararam: "Basta! Há outro caminho a favor do povo".
Koutsoumpas, que participou do comício do PAME em Atenas, declarou: "Não podemos desperdiçar mais tempo. O povo trabalhador deve organizar sua luta, promover suas exigências e organizar a aliança do povo".
11/Julho/2015
A versão em inglês encontra-se em http://inter.kke.gr/en/articles/No-to-the-new-leftwing-memorandum/ Esta notícia encontra-se em http://resistir.info/ .
RACIONAIS MC`S
"Tem que acreditar.
Desde cedo a mãe da gente fala assim:
'Filho, por você ser preto, você tem que ser duas vezes melhor.'
Aí passado alguns anos eu pensei:
Como fazer duas vezes melhor, se você tá pelo menos cem vezes atrasado pela escravidão, pela história, pelo preconceito, pelos traumas, pelas psicoses... por tudo que aconteceu? Duas vezes melhor como ?
Ou melhora ou ser o melhor ou o pior de uma vez.
E sempre foi assim.
Você vai escolher o que tiver mais perto de você,
O que tiver dentro da sua realidade.
Você vai ser duas vezes melhor como?
Quem inventou isso aí?
Quem foi o pilantra que inventou isso aí ?
Acorda pra vida rapaz"
É necessário sempre acreditar que o sonho é possível,
Que o céu é o limite e você truta é imbatível.
Que o tempo ruim vai passar é só uma fase,
E o sofrimento alimenta mais a sua coragem.
Que a sua família precisa de você
Lado a lado se ganhar pra te apoiar se perder.
Falo do amor entre homem, filho e mulher,
A única verdade universal que mantém a fé.
Olhe as crianças que é o futuro e a esperança,
Que ainda não conhecem, não sente o que é ódio e ganância.
Eu vejo o rico que teme perder a fortuna
Enquanto o mano desempregado, viciado se afunda
Falo do enfermo irmão, falo do são, intão
Falo da rua que pra esse louco mundão
Que o caminho da cura pode ser a doença
Que o caminho do perdão as vezes é a sentença
Desavença, treta e falsa união
A ambição como um véu que cega os irmão
Que nem um carro guiado na estrada da vida
Sem farol no deserto da trevas perdida
Eu fui orgia, ego louco, mas hoje ando sóbrio
Guardo o revólver quando você me fala em ódio
Eu vejo o corpo, a mente, a alma, espírito
Ouço o refém e o que diz la no ponto lírico
Falo do cérebro e do coração
Vejo egoísmo preconceito de irmão pra irmão
A vida não é o problema é batalha desafio
Cada obstáculo é uma lição eu anuncio
É isso ai você não pode parar
Esperar o tempo ruim vir te abraçar
Acreditar que sonhar sempre é preciso
É o que mantém os irmãos vivos
Várias famílias, vários barracos,
Uma mina grávida
E o mano ta la trancafiado
Ele sonha na direta com a liberdade
Ele sonha em um dia voltar pra rua longe da maldade
Na cidade grande é assim
Você espera tempo bom e o que vem é só tempo ruim
No esporte no boxe ou no futebol alguém
Sonhando com uma medalha o seu lugar ao sol porém
Fazer o que se o maluco não estudou
500 anos de brasil e o brasil aqui nada mudou
"desesperô aí, cena do louco,
Invadiu o mercado farinhado armado e mais um pouco"
Isso é reflexo da nossa atualidade
Esse é o espelho derradeiro da realidade
Não é areia, conversa, chaveco
Porque o sonho de vários na quebrada é abrir um boteco
Ser empresário não dá, estudar nem pensar
Tem que trampar ou ripar pros irmãos sustentar
Ser criminoso aqui é bem mais prático
Rápido, sádico, ou simplesmente esquema tático
Será extinto ou consciência
Viver entre o sonho e a merda da sobrevivência
"o aprendizado foi duro e mesmo diante desse
Revés não parei de sonhar fui persistente
Porque o fraco não alcança a meta
Através do rap corri atrás do preju
E pude realizar meu sonho
Por isso que eu afro-x nunca deixo de sonhar"
Conheci o paraíso e eu conheço o inferno
Vi jesus de calça bege e o diabo vestido de terno
Mundo moderno, as pessoas não se falam
Ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam
Embaralho as cartas da inveja e da traição
Copa, ouro e uma espada na mão
O que é bom é pra si e o que sobra é do outro
Que nem o sol que aquece, mas também apodrece o esgoto
É muito louco olhar as pessoas
A atitude do mal influencia a minoria boa
Morrer a toa que mais, matar a toa que mais
Ser presa a toa , sonhando com uma fita boa
A vida voa e o futuro pega
Quem se firmo falo
Quem não ganho o jogo entrega
Mais um queda em 15 milhões
Na mais rica metrópole suas varias contradições
É incontável, inaceitável, implacável, inevitável
Ver o lado miserável se sujeitando com migalhas, favores
Se esquivando entre noite de medo e horrores
Qual é a fita, a treta, a cena ?
A gente reza foge continua sempre os mesmo problemas
Mulher e dinheiro tá sempre envolvido
Vaidade, ambição, munição pra criar inimigo
Desde o povo antigo foi sempre assim
Quem não se lembra que abel foi morto por caim
Enfim, quero vencer sem pilantrar com ninguém
Quero dinheiro sem pisar na cabeça de alguém
O certo é certo na guerra ou na paz
Se for um sonho não me acorde nunca mais
Roleta russa quanto custa engatilhar
Eu pago o dobro pra você em mim acreditar
"é isso ai você não pode parar
Esperar o tempo ruim vir te abraçar
Acreditar que sonhar sempre é preciso
É o que mantém os irmãos vivos"
Geralmente quando os problemas aparecem
A gente está desprevenido né não
Errado
É você que perdeu o controle da situação
Perdeu a capacidade de controlar os desafios
Principalmente quando a gente foge da lições
Que a vida coloca na nossa frente
Você se acha sempre incapaz de resolver
Se acovarda morô
O pensamento é a força criadora
O amanha é ilusório
Porque ainda não existe
O hoje é real
É a realidade que você pode interferir
As oportunidades de mudança
Ta no presente
Não espere o futuro mudar sua vida
Porque o futuro será a conseqüência do presente
Parasita hoje
Um coitado amanha
Corrida hoje
Vitória amanha
Nunca esqueça disso.
Desde cedo a mãe da gente fala assim:
'Filho, por você ser preto, você tem que ser duas vezes melhor.'
Aí passado alguns anos eu pensei:
Como fazer duas vezes melhor, se você tá pelo menos cem vezes atrasado pela escravidão, pela história, pelo preconceito, pelos traumas, pelas psicoses... por tudo que aconteceu? Duas vezes melhor como ?
Ou melhora ou ser o melhor ou o pior de uma vez.
E sempre foi assim.
Você vai escolher o que tiver mais perto de você,
O que tiver dentro da sua realidade.
Você vai ser duas vezes melhor como?
Quem inventou isso aí?
Quem foi o pilantra que inventou isso aí ?
Acorda pra vida rapaz"
É necessário sempre acreditar que o sonho é possível,
Que o céu é o limite e você truta é imbatível.
Que o tempo ruim vai passar é só uma fase,
E o sofrimento alimenta mais a sua coragem.
Que a sua família precisa de você
Lado a lado se ganhar pra te apoiar se perder.
Falo do amor entre homem, filho e mulher,
A única verdade universal que mantém a fé.
Olhe as crianças que é o futuro e a esperança,
Que ainda não conhecem, não sente o que é ódio e ganância.
Eu vejo o rico que teme perder a fortuna
Enquanto o mano desempregado, viciado se afunda
Falo do enfermo irmão, falo do são, intão
Falo da rua que pra esse louco mundão
Que o caminho da cura pode ser a doença
Que o caminho do perdão as vezes é a sentença
Desavença, treta e falsa união
A ambição como um véu que cega os irmão
Que nem um carro guiado na estrada da vida
Sem farol no deserto da trevas perdida
Eu fui orgia, ego louco, mas hoje ando sóbrio
Guardo o revólver quando você me fala em ódio
Eu vejo o corpo, a mente, a alma, espírito
Ouço o refém e o que diz la no ponto lírico
Falo do cérebro e do coração
Vejo egoísmo preconceito de irmão pra irmão
A vida não é o problema é batalha desafio
Cada obstáculo é uma lição eu anuncio
É isso ai você não pode parar
Esperar o tempo ruim vir te abraçar
Acreditar que sonhar sempre é preciso
É o que mantém os irmãos vivos
Várias famílias, vários barracos,
Uma mina grávida
E o mano ta la trancafiado
Ele sonha na direta com a liberdade
Ele sonha em um dia voltar pra rua longe da maldade
Na cidade grande é assim
Você espera tempo bom e o que vem é só tempo ruim
No esporte no boxe ou no futebol alguém
Sonhando com uma medalha o seu lugar ao sol porém
Fazer o que se o maluco não estudou
500 anos de brasil e o brasil aqui nada mudou
"desesperô aí, cena do louco,
Invadiu o mercado farinhado armado e mais um pouco"
Isso é reflexo da nossa atualidade
Esse é o espelho derradeiro da realidade
Não é areia, conversa, chaveco
Porque o sonho de vários na quebrada é abrir um boteco
Ser empresário não dá, estudar nem pensar
Tem que trampar ou ripar pros irmãos sustentar
Ser criminoso aqui é bem mais prático
Rápido, sádico, ou simplesmente esquema tático
Será extinto ou consciência
Viver entre o sonho e a merda da sobrevivência
"o aprendizado foi duro e mesmo diante desse
Revés não parei de sonhar fui persistente
Porque o fraco não alcança a meta
Através do rap corri atrás do preju
E pude realizar meu sonho
Por isso que eu afro-x nunca deixo de sonhar"
Conheci o paraíso e eu conheço o inferno
Vi jesus de calça bege e o diabo vestido de terno
Mundo moderno, as pessoas não se falam
Ao contrário, se calam, se pisam, se traem, se matam
Embaralho as cartas da inveja e da traição
Copa, ouro e uma espada na mão
O que é bom é pra si e o que sobra é do outro
Que nem o sol que aquece, mas também apodrece o esgoto
É muito louco olhar as pessoas
A atitude do mal influencia a minoria boa
Morrer a toa que mais, matar a toa que mais
Ser presa a toa , sonhando com uma fita boa
A vida voa e o futuro pega
Quem se firmo falo
Quem não ganho o jogo entrega
Mais um queda em 15 milhões
Na mais rica metrópole suas varias contradições
É incontável, inaceitável, implacável, inevitável
Ver o lado miserável se sujeitando com migalhas, favores
Se esquivando entre noite de medo e horrores
Qual é a fita, a treta, a cena ?
A gente reza foge continua sempre os mesmo problemas
Mulher e dinheiro tá sempre envolvido
Vaidade, ambição, munição pra criar inimigo
Desde o povo antigo foi sempre assim
Quem não se lembra que abel foi morto por caim
Enfim, quero vencer sem pilantrar com ninguém
Quero dinheiro sem pisar na cabeça de alguém
O certo é certo na guerra ou na paz
Se for um sonho não me acorde nunca mais
Roleta russa quanto custa engatilhar
Eu pago o dobro pra você em mim acreditar
"é isso ai você não pode parar
Esperar o tempo ruim vir te abraçar
Acreditar que sonhar sempre é preciso
É o que mantém os irmãos vivos"
Geralmente quando os problemas aparecem
A gente está desprevenido né não
Errado
É você que perdeu o controle da situação
Perdeu a capacidade de controlar os desafios
Principalmente quando a gente foge da lições
Que a vida coloca na nossa frente
Você se acha sempre incapaz de resolver
Se acovarda morô
O pensamento é a força criadora
O amanha é ilusório
Porque ainda não existe
O hoje é real
É a realidade que você pode interferir
As oportunidades de mudança
Ta no presente
Não espere o futuro mudar sua vida
Porque o futuro será a conseqüência do presente
Parasita hoje
Um coitado amanha
Corrida hoje
Vitória amanha
Nunca esqueça disso.
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